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População de rua chega a 1.200 pessoas no Rio

RIO DE JANEIRO (JB Online) - O drama de nove menores e um casal que moravam numa casa de bombas desativada pela Fundação Parques e Jardins no Centro do Rio, denunciado pelo "Jornal do Brasil" na edição de sexta (18), faz parte da realidade de 3,5 mil pessoas, das quais 1,2 mil só na capital, que vivem nas ruas. Os números são da última estatística encaminhada à Secretaria Estadual de Ação Social e Cidadania feita pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

 

Ontem, M., de 14 anos, um dos ex-moradores do subterrâneo, lamentava o fechamento da "sua casa" pela prefeitura. "Vamos dormir no aeroporto", disse ele, se referindo aos pontos próximos ao Aeroporto Santos Dumont.

 

 

Com um orçamento de R$ 89 milhões para esse ano, a secretária estadual de Ação Social e Cidadania, Rosângela Matheus, a Rosinha, ressalta que já foram investidos R$ 358 mil no programa Reconstruindo Cidadania, que atende 400 pessoas. Até o final do ano, será inaugurada mais uma unidade com capacidade de abrigar 600. Ela argumenta, no entanto, que o recolhimento da população de rua é de responsabilidade das prefeituras. "O Estado destinará até dezembro, R$ 6,2 milhões para o Programa de Atendimento Integral à Família que tem 60 prefeituras conveniadas", afirmou.

 

Com quatro abrigos, a Fundação Leão XIII mantém mil pessoas. "O maior desafio é impedir, com trabalhos educativos, o retorno delas às ruas", avaliou a presidente da Fundação, Lourimar Santiago. Em pouco mais de um mês, a Fundação da Infância e Adolescência (FIA) recolheu 304 adolescentes das ruas, dos quais 87 eram crianças com menos de 12 anos. Mas pelos cálculos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) existem, pelos menos, 400 crianças e adolescentes, ainda pelas ruas da cidade.

 

Para administrar programas e manter 41 casas de acolhidas, duas repúblicas, três albergues, três abrigos para adolescentes, a Fazenda Modelo e 450 creches, a SMDS dispõe este ano de R$ 102,6 milhões. Segundo a subsecretária, Leda Azevedo, a central de triagem recebe 15 a 20 pessoas por dia. Elas são recolhidas por quatro equipes, com psicólogos e assistentes sociais, que trabalham 24 horas. "A demanda é sempre impulsionada pelo desemprego, falta de habitação e saúde", explicou.

 

13h48 - 19/08/2000

 

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