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Outubro de 2004

 

Rendimento médio real de trabalho cai 7,4% e o domiciliar diminui em 8,0%

 

Segundo a PNAD 2003, era de R$ 692 o rendimento médio real dos trabalhadores com rendimento do trabalho. Esse indicador sofreu uma queda de 7,4% em relação a 2002, a maior ocorrida desde 1997.

 

De 1996 a 2003, o rendimento médio real das pessoas com rendimento do trabalho teve queda de 18,8%, que estendeu-se a todas as categorias de ocupação: trabalhadores domésticos (-5,4%), trabalhadores por conta própria (-6,6%), empregados e empregadores (-7,5% para ambos). Na população ocupada, os 50% com os menores rendimentos sofreram uma perda real de 4,2%, enquanto que, para os 50% com os maiores rendimentos, a perda foi de 8,1%.

 

De 1993 a 2003, diminuiu a concentração do rendimento de trabalho. Em 1993, na população ocupada, o rendimento dos 10% com os maiores rendimentos representava 49% do rendimento total, e passou para 45,3% em 2003. No mesmo período, a participação do rendimento dos 10% com os menores rendimentos foi de 0,7%, para 1,0%. Com isso, o Índice de Gini do rendimento caiu de 0,600 em 1993 para 0,555 em 2003, o mais baixo resultado desde 1981 (tabela 6.3).

 

Em 2003, 27,8% dos ocupados ganhavam até um salário mínimo, enquanto 1,3% recebia mais de 20 mínimos. Regionalmente, a concentração de renda é menor no Sul e maior no Nordeste, que continua com remunerações médias bem inferiores às das demais regiões.

 

Em 2003, o rendimento médio real das mulheres ocupadas era R$ 547 e o dos homens, R$ 786. O rendimento feminino representava 59,0% do dos homens em 1993, e passou a representar 69,6% em 2003. Essa diferença é maior entre os trabalhadores por conta própria (64,0%) e menor entre os empregados (90,0%).

 

Já o rendimento médio domiciliar – que agrega a remuneração de todas as fontes de rendimento dos moradores – teve queda de 8,0% de 2002 para 2003. As regiões Norte urbana (12,0%) e Centro-Oeste (11,4%) tiveram as maiores perdas, enquanto a região Sul (2,2%) teve a menor.

 

Tinham rendimento de até um salário mínimo 12,9% dos domicílios brasileiros, enquanto em 3,9% deles o rendimento superava 20 mínimos. As duas regiões com os maiores percentuais de domicílios nessa faixa de rendimento foram o Centro-Oeste (5,1%) e o Sudeste (5,0%). O percentual mais elevado de domicílios com rendimento de até um salário mínimo foi o do Nordeste (25,9%), e os menos elevados foram os do Sudeste (7,9%) e do Sul (7,2%).

 

Fonte: IBGE

 

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