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Outubro de 2004

 

Percentual de crianças de 7 a 14 anos fora da escola caiu de 11,4% para 2,8% no total do País

 

De 1993 a 2003, houve melhoria acentuada no nível de escolarização, mas as desigualdades regionais permaneceram. No Nordeste, por exemplo, o percentual de crianças, nessa faixa etária, que não freqüentavam escola passou de 16,6% para 4%, enquanto na região Sudeste foi de 7,8% para 1,9%.

 

A região Sul alcançou, desde 2002, esse patamar: 2% de crianças, no mesmo grupo etário, fora da escola.

 

Para o total de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, o percentual dos que não freqüentavam escola passou de 21,8% para 8,8%, em todo Brasil. Em 2003, o percentual mais alto de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade fora da escola foi encontrado na região Norte urbana (11,2%), seguida da Sul (10%). Nordeste e Centro-Oeste se igualaram em 9,5% e a região Sudeste ficou com 7,8%. É importante observar que a PNAD não abrange a área rural da região Norte.

 

Em 2003, as taxas de escolarização masculina e feminina se encontravam próximas, nas faixas etárias de 7 a 14 anos e de 15 a 17 anos de idade, ao contrário de dez anos antes.

 

O aumento da escolarização das crianças e adolescentes vem contribuindo para a redução do analfabetismo e elevação do nível de instrução da população. Em todo o País, taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade caiu de 15,6%, em 1993, para 10,6%, em 2003.

 

Na faixa etária de 10 a 14 anos de idade, em que se espera que a criança esteja pelo menos alfabetizada, a taxa de analfabetismo baixou de 11,3% para 3,5%, nesses dez anos. No Nordeste, no entanto, este indicador estava em 26,7%, em 1993, e decresceu para 8,1%, em 2003. Apesar da expressiva melhoria na região, este último resultado ainda ficou muito distanciado do patamar alcançado pelas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste: 0,8%, 1,0% e 1,3%, respectivamente.

 

Por gênero, no grupo de 10 a 14 anos de idade, a taxa de analfabetismo masculina declinou de 14,1% para 4,7% e a feminina, de 8,5% para 2,2%.

 

Houve considerável evolução na proporção de pessoas com 11 anos ou mais de estudo, ou seja, que concluíram pelo menos o ensino médio ou nível equivalente: de 14,4%, em 1993, para 24,9%, em 2003. Na parcela da população ocupada, o nível de instrução permaneceu mais alto que o do total das pessoas de 10 anos ou mais de idade e o contingente com pelo menos o ensino médio concluído cresceu de 19,0% para 32,5% em dez anos.

 

Aumentou o distanciamento no nível de instrução entre mulheres e homens. Em 2003, a proporção de mulheres com 11 anos ou mais de estudo atingiu 26,5%, ficando 3,4 pontos percentuais acima da taxa referente à população masculina. Em 1993, essa diferença era de 1,6 pontos percentuais.

 

O número médio de anos de estudo das pessoas de 10 anos ou mais de idade passou de 5,0, em 1993, para, 6,4, em 2003, permanecendo mais elevado para as mulheres: 6,6 contra 6,3 para os homens). Em 2003, o número médio de anos de estudo foi de 5,0 na região Nordeste e 7,1, na Sudeste.

 

A rede pública de ensino atendia, em 2003, a grande maioria dos estudantes, com uma cobertura nitidamente diferenciada em função do nível de ensino. Freqüentavam a escola pública, 27,3% dos estudantes do ensino superior, 84,9% do ensino médio, 89,5% do fundamental e 76,0% do pré-escolar.

 

Em termos regionais, as maiores diferenças na proporção de estudantes em escola da rede pública ocorreram no ensino superior. Enquanto no Sudeste, 19,8% dos estudantes de ensino superior freqüentavam escola pública, no Nordeste eram 44,2%. Para o ensino médio, a região Nordeste também apresentou a mais alta proporção na rede pública (86,4%). Já a região Sul apresentou as maiores proporções de estudantes em escola da rede pública no ensino pré-escolar (81,3%) e no ensino fundamental (91,2%).

 

Fonte: IBGE

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