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Criação de 16 novos estados custaria uma fortuna para o Brasil

11/01/2009 - 12:01:27


 

De 1998 a 2008, desembarcaram no Congresso Nacional propostas para a criação de 16 novos estados brasileiros. Se fosse, o buraco nos cofres públicos e no bolso do cidadão seria monumental. Estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado a pedido da Câmara dos Deputados pelo professor da Universidade Católica de Brasília Rogério Boueri, um especialista em planejamento urbano, mostra que a tentativa de ampliar as divisões territoriais brasileiras custariam uma fortuna ao país. Um único estado, diz o professor Boueri, teria em média custos fixos anuais de R$ 832 milhões.

"Em alguns casos, o gasto público estimado superaria o total da produção local, demonstrando flagrante inviabilidade econômica para a criação da unidade", afirma o pesquisador. Esse cálculo, no entanto, não considera a população nem a atividade econômica do futuro ente da Federação. Quando isso é feito, o gasto estadual aumenta consideravelmente. Às vezes dobra, outras triplica, tornando absolutamente inviáveis a idéia de alguns parlamentares de mudar o mapa do país.

O Estado do Rio São Francisco, por exemplo, que seria criado a partir de 34 municípios da Bahia, teria um gasto anual de R$ 1,6 bilhão – o que corresponderia a cerca de 29% do Produto Interno Bruto (PIB) da terra dos orixás, quando a média nacional de gastos estaduais em relação ao PIB é de 12,74%. O Estado do Triângulo, formado a partir de 66 municípios do oeste mineiro, representaria despesas de R$ 4,21 bilhões – 13,2% do PIB de Minas Gerais. O gasto estimado para a criação e funcionamento do Estado do Rio Negro, no Amazonas,  seria cerca de 350% superior a soma do PIB dos municípios que o formariam.

O estudo do professor Boueri vai além, destacando ainda os investimentos que seriam necessários para a criação de um novo estado. Gastos em infraestrutura, em segurança pública, em contratação de funcionários, em saúde, em educação, em segurança, em fiscalização, em previdência social, em transporte, na organização do Legislativo e do Judiciário.
 Feitas as contas, fica claro que todas as propostas que tramitam no Congresso para a criação de novos estados são inviáveis.

 

Fonte: Do Jornal de Brasília

 

 

 

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