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Hidrografia

 

Conhecer a hidrografia de uma região significa estudar o ciclo da água que provém da atmosfera ou do subsolo. O vapor de água da atmosfera precipita-se ao se condensar. Ao entrar em contato com a superfície, a água pode seguir três caminhos: escorrer, infiltrar-se no solo ou evaporar. Na evaporação, ela retorna à atmosfera na forma de vapor. A água que se infiltra no solo e a que escorre, pela lei da gravidade, dirigem-se às depressões ou partes mais baixas do terreno, formando rios, lagos e mares.

 

Os pontos mais altos do terreno cumprem o papel de divisores de águas entre dois rios. Entre os divisores, forma-se uma rede de captação na qual toda a água converge para o mesmo ponto, a chamada vertente. Nela se encontram as bacias hidrográficas com seus rios principais, seus afluentes e subafluentes. Se a drenagem dirige-se ao oceano, é denominada exorréica; se a água fica retida no interior do continente, por exemplo, num lago ou num deserto, a drenagem é endorréica (em grego exo significa ‘fora’ e endo, ‘dentro’).

 

A densidade de rios de uma bacia relaciona-se ao clima da região. Na Amazônia, onde os índices pluviométricos são muito altos, existem muitos rios perenes e caudalosos, ou seja, que nunca secam e possuem um grande volume de água em seus leitos. Em áreas de clima árido ou semi-árido, os rios muitas vezes são temporários, secando no período em que não chove. Se um rio atravessa um deserto árido e é perene, isso significa que ele nasce em uma área chuvosa e a captação da água ocorre fora do deserto. O rio Nilo, por exemplo, nasce no lago Vitória, na região equatorial africana, por isso consegue atravessar o deserto do Saara.

 

As nascentes dos rios são os locais em que os níveis hidrostático ou lençol freático atinge a superfície. Em períodos de estiagem prolongada, elas chegam a secar, enquanto em épocas chuvosas o volume da água aumenta, o que demonstra que a água das nascentes é água da chuva que se infiltra no solo. Essa variação na quantidade de água no leito do rio ao longo do ano recebe o nome de regime. Se as cheias dependem exclusivamente da chuva, o regime é pluvial; se dependem do derretimento da neve, é nival; se dependem de geleiras é glacial. Muitos rios apresentam um regime misto ou complexo, como no Japão, onde os rios são alimentados pela chuva e pelo derretimento da neve das montanhas.

 

Você já notou que os rios ou riachos que descem serras possuem um curso retilíneo? Isso acontece porque eles tem uma grande velocidade de escoamento, cujo limite máximo é encontrado nas cachoeiras. Em áreas de declive acentuado, os rios tendem a transpor ou erodir rapidamente os obstáculos. Já os rios de topografia plana, devido à baixa velocidade de escoamento são meândricos. Os meandros, portanto, são as curvas de rios que correm em áreas planas, desviando-se dos obstáculos que aparecem em seu curso.

 

Os lagos são depressões do terreno preenchidas por água. Em regiões de estrutura geológica antiga, como no território brasileiro, elas já foram preenchidas por sedimentos e tornaram-se bacias sedimentares. As depressões podem ter origem no movimento das placas tectônicas, no vulcanismo ou no movimento das geleiras. Ao fim de um período de glaciação, as depressões cavadas pelas geleiras são preenchidas pelas águas da chuva e dos rios que a ela se dirigem, formando lagos, como no Canadá e na Escandinávia.

 

A rede de drenagem, constituída por rios e lagos, sempre é muito importante para a prática da irrigação na agricultura. Os rios que apresentam desnível ao longo de seu curso possuem energia potencial que pode ser aproveitada para a produção de hidreletricidade, mas a navegação depende da construção de eclusas.

 

Os lagos e os rios que correm em áreas planas são facilmente navegáveis, desde que não se formem bancos de areia em seu leito (fato comum em regiões onde o solo fica exposto à ação da erosão) e não ocorra grande diminuição do nível das águas, o que pode impedir a navegação de embarcações com maior calado (parte da embarcação que fica abaixo do nível da água).

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