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Sábado, 20 de Outubro de 2001

Bush pede a Apec para lutar por "um mundo civilizado"
Steve Holland
Reuters

 

XANGAI, China - O presidente norte-americano, George W. Bush, pediu aos líderes de países da Ásia e do Pacífico para manter a determinação em combater o terrorismo, classificando-o como uma agressão à economia global e prometendo lutar para "salvar o mundo civilizado".

 

A morte de dois soldados norte-americanos envolvidos na missão dos Estados Unidos contra o Afeganistão e a promessa das primeiras operações terrestres da campanha deram um tom sombrio à presença de Bush no fórum anual da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec), no sábado. Bush afirmou que os soldados não morreram em vão e disse que os norte-americanos devem esperar por "momentos de sacrifício".

 

"No nosso mundo, não estamos isolados do mal", declarou Bush a executivos e líderes econômicos no fórum da Apec. "Nossos inimigos são assassinos com alcance global. Eles procuram armas capazes de matar em escala global. Cada nação agora precisa se opor a esse inimigo ou irá virar seu alvo".

 

Bush acrescentou ainda que os ataques do dia 11 de setembro ao World Trade Center, em Nova York, foram uma agressão a um sistema de livre iniciativa que era o motor que levava prosperidade a todos os países do Pacífico. O presidente prometeu que a economia dos Estados Unidos não vai se fechar.

 

"Os terroristas tentaram abalar a confiança no sistema econômico mundial, mas falharam", afirmou. "Eles esperavam que os mercados mundiais entrassem em colapso. Mas os mercados provaram sua capacidade de se reerguer e sua força".

 

Procurando acalmar investidores preocupados com uma queda na economia norte-americana, que piorou depois dos ataques de 11 de setembro, Bush declarou que os governos devem se manter na trilha do progresso econômico, a começar pelo livre-comércio.

 

"Os Estados Unidos vão fazer sua parte para restaurar o momento econômico. Vamos manter nossos mercados e nosso país abertos", afirmou.

 

Bush respondeu severamente aos pedidos de Moscou e Pequim para um fim em breve da fase militar e aos comentários do primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, sobre o sacrifício de civis.

 

Bush se reunirá com o presidente russo, Vladimir Putin, no domingo e volta a Washington logo depois. Bush tentou subestimar as chances de um acordo de armas com Putin ao dizer que isso não iria produzir notícias de impacto.

 

O presidente disse que os responsáveis pelos ataques de 11 de setembro estavam tentando destruir a própria civilização. Ele lembra que cidadãos de 80 países foram mortos nos atentados ao World Trade Center, inclusive 96 russos, 23 australianos, pelo menos 30 chineses, 24 japoneses, 20 malaios, 16 mexicanos e 21 indonésios.

 

"Esse conflito é para salvar os valores comuns ao Ocidente, à Ásia e ao Islã. É a mais urgente missão dos nossos tempos", concluiu Bush.

 

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