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Domingo, 21 de Outubro de 2001

Líderes da Apec condenam o terrorismo
Andrew Browne
Reuters

 

XANGAI - Líderes de países banhados pelo Pacífico superaram suas divergências a respeito do atual conflito e, em uma decisão política inédita, emitiram no domingo um comunicado conjunto que condena o terrorismo e propõe levar seus responsáveis à Justiça.

 

A declaração da reunião de cúpula dos 21 países do fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, em inglês), não chegou a apoiar os ataques norte-americanos contra o Afeganistão nem mencionava Osama bin Laden, o militante de origem saudita acusado pelos EUA de tramar os atentados de 11 de setembro contra Nova York e Washington.

 

Houve poucas reações negativas. A Indonésia e a Malásia, dois países muçulmanos do grupo, discordaram quanto aos rumos da ação militar dos EUA. China e Rússia pediram que as hostilidades terminem o mais rápido possível. "Viemos aqui na esperança de fortalecer a luta contra o terrorismo, e conseguimos", disse uma autoridade dos EUA.

Normalmente, a Apec discute apenas a questão do livre-comércio. Esse foi o primeiro comunicado político do grupo. O texto menciona o impacto econômico dos atentados de 11 de setembro, exprime solidariedade com os EUA e propõe medidas contra o terrorismo, como controle financeiro de grupos militantes, vigilância eletrônica de viajantes e controles alfandegários mais rígidos.

 

 

SEGURANÇA REFORÇADA

 

A segurança de Xangai foi muito reforçada para esse encontro de dois dias, a reunião internacional mais importante desde os atentados. A cidade foi escolhida para a cúpula por ser a vitrine da prosperidade econômica da China, país que deve entrar para a Organização Mundial do Comércio até o final do ano.

 

A reunião serviu para que os presidentes George W. Bush e Jiang Zemin se conhecessem pessoalmente. Apesar da diferença de idade (Bush tem 55 anos; Jiang, 75), os dois pareceram se entender bem.

 

Bush descreveu Xangai como "miraculosa". Ele estivera na cidade em 1975, quando seu pai tinha um cargo diplomático na China e as reformas pró-capitalismo de Deng Xiaoping ainda estavam a caminho.

 

Mas aparentemente Bush e Jiang não conseguiram avanços nas questões de Taiwan, defesa antimísseis e proliferação de armas. No domingo, Bush se reúne com o russo Vladimir Putin.

 

A Apec reúne Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova-Guiné, Peru, Filipinas, Rússia, Singapura, Coréia do Sul, Taiwan, Tailândia, Estados Unidos e Vietnã.

 

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