Home | Glossário | Fale conosco  

  

 

ALCA pode ser adiada

 

EDITORIAL - Agosto de 2003

 

Contrariando o interesse imediato dos EUA, o Brasil juntamente com outros países da América Latina, principalmente a Venezuela, vem deixando bem claro que não aceitará a ALCA nos termos e no prazo desejado por aquele país.

 

O Brasil alega que não adianta a ALCA englobar mais de 9.000 produtos em sua área de abrangência se os produtos que mais interessam ao Brasil são subsidiados nos EUA e, dessa forma, concorrem deslealmente.

 

A idéia do governo brasileiro é fortalecer o MERCOSUL para depois negociar em melhores condições o ingresso naquela área de livre comércio.

 

Depois de conversar em Brasília com o ministro Antônio Palocci (Fazenda), Robert Zoellick, principal conselheiro do presidente George W. Bush para o comércio internacional, admitiu que os Estados Unidos podem aceitar o adiamento do prazo para o início da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), previsto para janeiro de 2005.

 

Zoellick também admitiu negociar os subsídios aos produtos agrícolas e afirmou que quer o apoio do Brasil para combater os altos subsídios europeus, "três vezes maiores que os dos Estados Unidos", segundo o secretário.

 

Sem dúvida alguma, a entrada do Brasil na ALCA beneficiaria alguns ramos da indústria brasileira, entretanto, muitos outros ramos seriam prejudicados por causa dos subsídios aplicados a vários produtos norte-americanos.

 

As negociações em torno da ALCA são imprescindíveis e devem continuar e, o adiamento da área de livre comércio também.

 

Nesse caso, o governo brasileiro e dos demais países (quase todos subdesenvolvidos) estão com a razão.

 

Professor Eduardo Frigoletto de Menezes

 

 ot14.gif (148 bytes) Sub-Menu Blocos Econômicos

Frigoletto.com.br - A geografia em primeiro lugar

Copyright © 2000 - 2004 Eduardo Frigoletto de Menezes. All Rights Reserved