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Aves - interior alagoano


 

Caboré (Glaucidium brasilianum)

 

 

A menor coruja de Alagoas. Habita matas ralas, cerrados e, graças a proliferação de ratos, também ambientes urbanos: tem sido observada com freqüência na cidade de Maceió. Nidifica normalmente em ocos de árvores. Como toda coruja, presta serviço ao homem ao combater roedores.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
Disponível em:
http://www.frigoletto.com.br


 

Canário (Sicalis flaveola)

 

 

Muito conhecido em Alagoas, o canário habita áreas abertas, no Semi-Árido como no litoral, principalmente pastagens e coqueirais. Vive aos casais e é extremamente territorialista: não admite outros da mesma espécie em sua áreas. Faz o ninho em buracos. Por vezes, aproveita o ninho de outras aves, como o joão-de-barro. Convive bem com o homem. Chega a nidificar nos telhados de casas de fazendas onde não seja perseguido. Igualmente vem rareando em Alagoas em virtude da caça promovida por comerciantes clandestinos.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Coleirinha (Tangara cyanocephala coralina)

 

Subespécie de saíra endêmica da Mata Atlântica do Nordeste. Ocorre somente nas áreas florestadas de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Vive em grupos, percorrendo a mata a meia altura, em busca de frutos e insetos para se alimentar.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Corrupião (Icterus icterus)

 

 

 

Também conhecido como sofrê ou concriz, é ave típica de região semi-árida. Vive aos casais e não constrói ninho. Prefere aproveitar o de outros pássaros, especialmente aqueles feitos de gravetos, por alguns furnarídeos, como o casaca-de-couro (Phacellodomus rufifrons), ou mesmo a casa do joão-de-barro (Furnarius rufus). Muito inteligente, o corrupião possui canto maravilhoso e chega a imitar o cano de outras aves: mais um pássaro muito procurado por comerciantes clandestinos.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Cravina (Coriphospingus sp)

 

 

Bela ave do Semi-Árido, pelo contraste do cinza-chumbo no corpo com o topete vermelho-intenso que o macho eriça, quando excitado. Alimenta-se de grãos e sementes, que procura no meio da caatinga, sempre aos casais.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Curió (Oryzoborus angolensis)

 

 

 

Talvez o mais apreciado e conhecido pássaro canoro do Brasil, habita várzeas e margens de córregos na beira das matas. Alimenta-se principalmente de sementes de tiririca, que quebra com o bico forte. Vítima da caça desenfreada de comerciantes clandestinos e da destruição sistemática de seu habitat, o curió tornou-s raro em Alagoas. Encontram-se alguns casais isolados, em áreas protegidas. A criação em cativeiro tem tido sucesso e há clubes especializados por todo o País. Com o incentivo à criação em cativeiro, espera-se que diminua a pressão sobre o curió na natureza.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Ema (Rhea ameciana)

 

 

A subespécie da ema nordestina habitava originalmente todo o Semi-Árido. Com a perseguição humana e a destruição de seu habitat, esta ave desapareceu, em estado selvagem. A ema vive em pequenos grupos, geralmente com algumas fêmeas e um macho. No período reprodutivo, todas as fêmeas botam os ovos no mesmo ninho com mais de 40 ovos. Quem choca e cria os filhotes é o macho, normalmente um pai zeloso e dedicado. Atualmente, já se desenvolve com sucesso a criação da ema em cativeiro.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Galo-de-campina (Paroaria dominicana)

 

 

Um dos mais apreciados pássaros canoros do Nordeste, daí a razão pela qual sofre perseguição dos caçadores clandestinos. Típico de vegetação de caatinga, aí podemos vê-lo com freqüência, aos casais ou aos bandos, por vezes numerosos. Em menor número, também habita o litoral, nas áreas abertas, principalmente pastos; pode até chegar perto das casas. Adapta-se bem ao convívio humano quando não é importunado e faz o ninho nos jardins e pomares das casas de fazendas.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Garcinha-branca-do-gado (Bubulcus ibis)

 

 

Ave originária das savanas africanas, onde acompanha manadas de grandes mamíferos, como búfalos, elefantes e antílopes: alimenta-se dos insetos espantados pelas patas dos animais enquanto pastam. Substituindo os mamíferos africanos pelo gado doméstico, a garcinha se espalhou pelos continentes. Chegou a Alagoas na última década e se alastrou. Ela dorme e se reproduz em ninhos que chegam a abrigar milhares de indíviduos. Pode ser útil aos fazendeiros, pois se alimenta dos insetos do capim, controlando algumas pragas. Mas a proliferação acelerada pode causar desequilíbrio na fauna, pois a gracinha ataca pequenos répteis e ninhos de outras aves, que nidificam no chão. Esta hipótese não tem comprovação; parte apenas da observação visual.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Jacu-de-Alagoas (Penelope superciliares)

 

 

 

Este jacu foi proposto como nova subespécie para o Nordeste por Pedro Nardelli, em seu livro A Preservação do Mutum-de-Alagoas. Habita bordas de mata, capoeiras e restingas, aos casais ou em grupos. Alimenta-se de bagas de frutas e insetos. Constrói o ninho de gravetos nas árvores e põe normalmente dois ovos, chocados durante 28 dias. Os pintinhos acompanham os pais assim que nascem. A população tem diminuído bastante por causa da destruição do habitat e da caça indiscriminada.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Pintor-sete-cores (Tangara fastuosa)

 

 

Uma das mais belas aves da fauna brasileira. Vive aos casais ou em grupos, no que resta de Mata Atlântica de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Vítima de caçadores clandestinos e da redução drástica do habitat, está ameaçada de extinção e relacionada no Livro Vermelho Internacional.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Rolinha-capim (Columbina minuta)

 

 

Também conhecido no Sertão como rolinha-pivó, este pássaro é um dos columbídeos mais comuns do Semi-Árido, e um dos mais caçados. Vive aos casais ou em pequenos grupos. Alimenta-se de grãos e sementes que busca nas caatingas. Constrói um ninho de gravetos, onde põe dois ovos brancos. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes. Estes deixam o ninho muito cedo ainda dependentes da comida trazida pelos adultos.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Saí-beija-flor (Cyanaerpes cyaneus)

 

 

Belo pássaro. O macho possui característica única. Depois do período reprodutivo, entra em muda de penas e substitui o colorido exuberante por uma plumagem verde-oliva uniforme, idêntica à da fêmea, e se diferencia dela pelas pernas, que continuam avermelhadas e não escuras, como naquela e nos filhotes.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Seriema (Cariama cristata)

 

 

Ave característica do Semi-Árido, goza entre os fazendeiros da fama de se alimentar de cobras, inclusive venenosas. De médio porte, é caneluda, de bico forte; come insetos, répteis, pequenos mamíferos e, de fato, mostra certa predileção por cobras. Constrói ninhos de gravetos nas árvores mais altas da caatinga, onde põe dois ovos brancos com manchinhas escuras. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes. Hoje em dia, tornou-se rara na natureza, por causa da destruição de seu habitat.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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Urubu (Coragyps atratus)

 

 

Ave das mais conhecidas, observada em geral nas alturas, aonde chega planando, aproveitando as correntes ascendentes de ar quente. Vive preferencialmente nos arredores de cidades e povoados, atrás de comida fácil nos lixões e depósitos de lixo a céu aberto. Alimenta-se de animais mortos (carniça) mas às vezes ataca animais jovens ou doentes. Também aprecia coquinhos maduros. Nidifica normalmente no chão, onde põe dois ovos, chocados pelos pais por cerca de 39 dias. Os filhotes nascem brancos e ficam no ninho por dez semanas ou mais. Em Alagoas ocorrem quatro espécies de urubus. O urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura), mais do Semi-Árido; o urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus), mais rato, encontrado nas bordas de mata e campos; e o urubu-rei (Sarcoramphus papa), vastamente distribuído no Brasil mas raro em Alagoas.

 

Fonte: Guia do Meio Ambiente - Interior de Alagoas
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