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Julho de 2001

 

Quais as conseqüências da ausência dos EUA no Protocolo de Kyoto?

 

Os EUA são os maiores emissores de gases-estufa, produzindo cerca de 25% do total mundial.

O presidente Bush disse que o protocolo de Kyoto prejudicaria a economia dos EUA e seria injusto por não fixar metas de emissão de gases causadores do efeito-estufa para países como China e Índia. O documento foi assinado pelo governo democrata de Bill Clinton,

 

No início do ano, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou o acordo sobre o clima de Kyoto morto. Apesar disso, 180 países se reuniram em Bonn em julho para tentar salvar o plano.

Quando os EUA se comprometeram a diminuir suas emissões em 7 por cento em relação aos níveis de 1990 até 2012 -- o que não vem ocorrendo.

 

Então o protocolo de Kyoto está morto sem os EUA?

 

Não necessariamente. Sem o maior poluente do mundo, a capacidade de o tratado levar à redução das emissões fica enfraquecida. Há também o risco de o acordo não se tornar um documento com força legal, já que precisa ser ratificado por pelo menos 55 países.

 

Pode haver apoio ao plano sem a presença dos EUA?

 

A União Européia espera que sim. O bloco de 15 países diz que levará Kyoto adiante com ou sem os norte-americanos. Mas suas emissões correspondem apenas a 24,2 por cento do total dos países desenvolvidos e eles precisam lutar para incluir países suficientes para manter a meta de redução de 55 por cento.

Além dos EUA e da União Européia, quem mais está na disputa?

 

A posição dos países que se aliaram aos EUA na negociações de Kyoto -- Canadá, Austrália e Japão -- é fundamental. A Austrália afirma que não seguirá as regras do protocolo sem os EUA. O Canadá ainda declara apoio a Kyoto, mas pede pelo retorno dos EUA. O Japão faz esforços diplomáticos para convencer Washington a retomar o acordo antes do encontro de Bonn e tenta manter vivo o pacto que leva o nome de sua antiga capital.

 

Qual a posição do Leste Europeu?

 

A Rússia, que emitiu 17,4 por cento dos níveis de CO2 dos países desenvolvidos em 1990, está dentro do programado para atingir a sua meta e teria benefícios econômicos se pudesse vender suas taxas de emissão economizadas. Os países da região que buscam entrar para União Européia não devem tentar fazer nada que prejudique Kyoto.

 

E como ficam os países em desenvolvimento?

 

Como eles não têm metas estabelecidas, a ratificação do acordo por eles é menos essencial para tornar as normas do protocolo obrigatórias legalmente. A maioria dos países em desenvolvimento vai apoiar Kyoto se ele incluir verbas para ajudá-los a lidar com os problemas trazidos com as mudanças climáticas.

O que vai acontecer em Bonn, então?

 

A União Européia espera que detalhes sobre Kyoto possam ser definidos e que um número suficiente de países se comprometam a ratificá-lo até 2002.

E se não houver acordo?

 

Alguns dizem que isso seria o fim de Kyoto, embora a UE diga que novas negociações são possíveis depois de Bonn.

Mas e se o protocolo de Kyoto for abandonado?

 

Caso isso ocorra, a questão das mudanças climáticas causadas pelo efeito-estufa não vai desaparecer. Os governos podem tentar negociar um pacto diferente. Até mesmo Bush admitiu a existência dos riscos de aquecimento global e disse estar preparado a fazer algo sobre isso -- mas não dentro dos parâmetros de Kyoto.

 

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